O momento da despedida nem sempre é aquele
acompanhado de um “adeus”. Quase nunca sabemos se aquele será o último beijo,
as últimas palavras, o último olhar. Apenas beijamos, falamos e vemos, assim,
como sendo mais um. Não vou dizer aqui que devemos aproveitar nossos momentos
como se fossem os últimos, porque é bem difícil.
Apenas quero dizer que as coisas possuem o valor que
damos a elas, sempre existirão perdas, despedidas, aquela dor do fim. Mas se
tornamos isso como o fim de nós mesmo nos perdemos. Acho que a melhor maneira
de transformar a dor da despedida é a encarando como instrumento de
transformação, como um novo começo. Mesmo que acreditemos que a realidade
anterior era algo satisfatório, a vida possui muitos âmbitos que podem ser
explorados e nossa vida pode sempre ser mais completa do que imaginamos. Quem
sabe?
Cada momento pode ser o último, ou não, mas o que de
fato ele sempre vai ser, é único. Portanto, devemos senti-lo como tal, e afirmo
mais uma vez: as coisas possuem o valor que damos a elas. Assim, quando a
transformação bater a nossa porta, e mesmo sem querer tivermos que abri-la.
Aquele adeus vai ser carregado de nostalgia e boas vibrações e não repleto de
frustração.
