Eu acredito. Acredito que as coisas
podem melhorar, que podemos resolver tudo e que o universo conspira para eu não
acreditar mais. Acredito que só respiro bem apaixonada, não... Disso eu sei.
Acredito que provocar certos sorrisos preenche um espaço que está vazio dentro
de mim. Que a música fala mais do que a letra diz. Acredito que amar é viver no
mesmo mundo, caminhar na mesma direção. Eu sei que os nossos grandes amigos
seriam para todas as horas, mas que nem sempre vão estar presentes e ser amigo
também significa que tenho que entender isso. Acredito que a gente sempre vai
achar que o nosso grande amor é aquele que já foi. Acredito que viver de
verdade é não deixar as lições passarem sem aprender nada de essencial.
Acredito que viver com força e nobreza é a melhor maneira de revolucionar o
mundo de fato. Acredito que só se desiste quando não se acredita mais. O maior
erro é fugir do meio termo propositalmente, pois a paz está no equilíbrio Ser
adulto é entender que temos muito o que perder. Agora sei que as palavras ferem
e são muito perigosas. Acredito que quem eu sou carrega uma grande responsabilidade
para com os meus; mulheres, gays, família, ser humano. Acredito que a mentira é
a mais vil maneira de lidar com as situações, além de ser a mais difícil, uma
dura verdade não carrega o peso eterno que uma doce mentira pode proporcionar.
Hoje eu apenas posso olhar pra ontem e não desisto do amanhã, porque eu
acredito.
segunda-feira, dezembro 31, 2012
sexta-feira, dezembro 07, 2012
SER
imagem: .ruadireita.com
Emoções são
coisas difíceis de serem descritas... Admiração, paixão, angústia, amor?
Prefiro deixá-las dentro de mim até descobrir como nomeá-las e desse jeito
não ser injusta com nenhuma nem comigo. Quem sabe assim não me amarre a uma ilusão
que eu mesma criei. Quem sabe dessa vez eu consiga segurar aquela precipitação
idiota acreditando em uma coisa que não é, me jogando em um mundo que eu na
verdade não quero. Mas a emoção não quer ser para você, ela simplesmente é.
Reluta e se transforma com medo de ser entendida, medo de deixar de existir por
ela mesma, medo de perder o controle.
sexta-feira, novembro 30, 2012
Talvez o Destino Também Não Saiba o que é Melhor
Existem perguntas próprias da vida e de quem tem a intenção de fazer as coisas direitinho, como: O que é bom? O que é certo? Qual o melhor caminho a seguir? Muitas vezes chegamos em momentos que esperar que as respostas surjam e as coisas aconteçam não é mais uma opção. Agora me vejo em um desses momentos.
Posso colocar a situação de uma forma covarde que tende para a permanência ou posso colocar a situação de uma forma sonhadora demais para eu conseguir levar muito a sério. Posso descrever a situação entre abrir mão do que já tenho por algo que ainda não existe, ou seja, nada. Ou descrevê-la como abrir espaço para a possibilidade de algo melhor.
Em comparação ao “nada” o que já tenho me
parece ótimo. Mas entre uma coisa e uma possibilidade. Já não sei...
No primeiro caso não existem opções. Enquanto no segundo, não sei se eu tenho mais medo de uma possibilidade que se realize ou de uma possibilidade que não se realize. Não sei se tenho mais medo de deixar uma coisa por nada, ou por outra coisa assustadoramente diferente, em especial porque existem grandes chances dessa encruzilhada ser mais uma autossabotagem.
No primeiro caso não existem opções. Enquanto no segundo, não sei se eu tenho mais medo de uma possibilidade que se realize ou de uma possibilidade que não se realize. Não sei se tenho mais medo de deixar uma coisa por nada, ou por outra coisa assustadoramente diferente, em especial porque existem grandes chances dessa encruzilhada ser mais uma autossabotagem.
Enfim, na situação em que me encontro doeu no começo... e no meio também. Mas essa situação já é conhecida, se pensar bem, não é tão ruim. Será que abandonar o que eu tenho agora é
uma fuga? Será que estou desistindo? Será que não estou enfrentando a vida como
deveria ao virar as costas para o que me incomoda em vez de encarar os problemas de frente?
Talvez essa possibilidade seja só uma desculpa para abandonar o barco, este que me salvou na tormenta. Talvez eu acabe tendo uma atitude ingrata com o que recebi da vida. Mas quem disse que a gratidão não permite espaço para almejar coisas melhores? O problema é: Se não vierem realmente coisas melhores com a minha escolha?
Talvez essa possibilidade seja só uma desculpa para abandonar o barco, este que me salvou na tormenta. Talvez eu acabe tendo uma atitude ingrata com o que recebi da vida. Mas quem disse que a gratidão não permite espaço para almejar coisas melhores? O problema é: Se não vierem realmente coisas melhores com a minha escolha?
Não lembro se quando as coisas costumavam ser
mais tranquilas desse lado de cá eu queria ficar e agora que complicou um pouco eu quero desistir. Talvez eu
considerasse mais difícil de arriscar naquela época. Por puro comodismo.
Deixar o que já conheço por uma possibilidade que assusta, existindo ou não, é coragem ou covardia?
Acho que por algum tempo eu achei que não queria isso que estou vivendo por puro orgulho, então me calava e seguia. Mas com o tempo percebi que era a única que não enxergava o que eu tinha conseguido, então do que é que eu achava que era orgulhosa mesmo?
Deixar o que já conheço por uma possibilidade que assusta, existindo ou não, é coragem ou covardia?
Acho que por algum tempo eu achei que não queria isso que estou vivendo por puro orgulho, então me calava e seguia. Mas com o tempo percebi que era a única que não enxergava o que eu tinha conseguido, então do que é que eu achava que era orgulhosa mesmo?
Só sei que a vida vai ser sempre difícil e
que é difícil para todo mundo...
Engraçado que toda vez que parece que decidi que caminho seguir acontece alguma coisa. Tanto para um caminho quanto para outro. Tanto para o
sim, eu me jogo no novo, quanto para o não, eu permaneço.
Sempre aparecem possíveis “sinais” do destino querendo me dizer algo. Talvez o destino também não saiba o que é melhor, talvez ele não tenha nada com isso e a decisão tenha que ser só minha.
Sempre aparecem possíveis “sinais” do destino querendo me dizer algo. Talvez o destino também não saiba o que é melhor, talvez ele não tenha nada com isso e a decisão tenha que ser só minha.
quarta-feira, novembro 28, 2012
IMPERFEIÇÃO
Hoje
encontrei mais uma verdade universal, se é que se pode chamar de verdade
Universal uma coisa que fale exclusivamente sobre mim. Bem... Deixando a
nomenclatura de lado, o fato é que: não sei lidar com a minha imperfeição.
Ao perceber
os meus defeitos uma angústia fica me corroendo, até não restar nada que me
prenda, nenhum prazer. Destrói minha autoestima, minha segurança, meus
relacionamentos. Não consigo dormir pensando nas provas da minha imperfeição
que deixei durante o dia. Como é possível viver desse jeito?
1) Aceitando
os defeitos... Talvez. Ah! Eu acho isso meio... Parar a vida, o “eu sou assim
mesmo” é muito deprimente.
2) Tornando-se
perfeito! (risos) O que me leva a pensar “É PRECISO QUE EXISTA UM TRÊS!”.
Porque eu preciso dormir, em vez de ficar acordada pensando nas minhas
derrotas, nos meus erros. Preciso dormir e estar bem pra vencer amanhã. Quem
sabe eu vença amanhã!
Sinto
que em cada erro meu que alguém presencia é uma pessoa para não ver mais, isso
significa que talvez eu tenha que me mudar, queria trocar de nome também. Tudo
isso pra poder começar de novo, dessa vez perfeito...
O que
ameniza um pouco essa angustia (talvez esse seja o 3) é pensar que pode ser que
essa vida se trate exatamente de enfrentar a própria humanidade, com defeitos e
transtornos, e pensar que depois de errar é possível começar de
novo. Porque pedir desculpas não é nada demais.
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