A alguns dias vi uma matéria muito triste sobre a agressão e prisão de homossexuais na Rússia, eles foram presos pelo simples fato de terem expressado sua homossexualidade em uma tentativa de parada gay. Na Rússia, qualquer tipo de expressão pública de uma relação homossexual é proibida, para a proteção das crianças e adolescentes. Mas me pergunto como eles pensam que podem proteger a juventude impedindo que esses sejam completos e livres para aceitarem o que de fato já sentem? Toda essa situação dramática me fez refletir sobre a essência da parada gay.
Porque, até então, via a parada gay, pelo menos em Fortaleza, como um movimento que de certa maneira perdeu o seu foco. Aparentemente a maioria dos presentes não entendem bem o motivo da parada existir. Apenas sabem que existe uma grande possibilidade de conhecer gente nova e ouvir muita música, como uma grande festa que dura quase um dia inteiro e que é inteiramente grátis. Não querendo nunca desmerecer as pessoas que realmente levantam a bandeira e buscam que os diretos que cabem a todos os seres humanos sejam respeitados, em geral me sentia desconfortável em estar presente em um movimento que era pra ser tão sério, mas que é levado dessa maneira quase que banal pela maioria. Mas ao ver pelo que aquelas pessoas corajosas na Rússia passaram lembrei ou descobri (não sei bem) o real motivo de uma parada gay.
Quero estar na Beira Mar dia 7 de Julho na parada gay de Fortaleza por aquelas pessoas na Rússia e por todas as outras que em todo o planeta são proibidas de serem completas, que são obrigadas a sentirem vergonha por amar. Quero que aquelas pessoas na Rússia saibam que apenas em uma cidade, nem tão grande assim, no Brasil exitem milhares de pessoas que são satisfeitas e realizadas por serem quem são e que gritam para o mundo “eu existo”.
Quero que eles saibam que não estão sozinhos porque essa luta é de todos nós, de todos os seres humanos, pois enquanto existirem limitações para a subjetividade humana ninguém será de fato livre.

Mais uma admirável postagem.Parabéns!
ResponderExcluir