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quarta-feira, dezembro 31, 2014

Eu decido que...




Nunca sei como encarar essas mudanças do fim de ano, é como se as pessoas esperassem por essa época para decidir mudar e se enchem de esperança em um futuro idealizado. Talvez seja o que precisem mesmo, já eu não sou do tipo positiva, nem negativa também, mas sei lá... Simplesmente não espero magia nessas coisas.
O sentimento que essa época causa em mim não é de esperança, acreditando que algo vai mudar e que agora “os cosmos” vão agir ao meu favor. Sinto um sentimento mais de ansiedade, poderia chamar até de medo. Existe uma grande pressão nesse momento, a pressão das decisões. Esse costuma ser o momento que você se organiza ou não para fazer determinada coisa. Mudar ou não de vida, se expor ou não.
Por mais que na verdade todos os dias possamos recomeçar, é no agora que decidimos se vamos fazer vestibular, mudar de profissão, iniciar um novo curso, fazer uma grande viagem... Por isso o que de mais profundo e verdadeiro que posso desejar para mim e pra todos é: que façamos boas escolhas. Todo resto é consequência disso.

terça-feira, dezembro 02, 2014

Você quer as mesmas coisas que eu?



Pessoas que levam as coisas muito a sério costumam namorar bastante, porém dizer que já teve muitos namorados não passa muita seriedade. Alguns diriam que existe uma contradição aí, na verdade era melhor não levar as coisas muito a sério. Mas se pensarem bem, poucas são as pessoas que levam as relações amorosas com a mesma seriedade. Na verdade cada um leva a vida da maneira que mais lhe convém e infelizmente nem sempre quando se entra em uma relação essas conveniências se esbarram. Então alguns se pegam levando a sério e chamando de namoro uma coisa que para o outro não passa de “uma coisa”.
Esse é o mal de quem leva as relações sempre muito a sério, nunca está do lado do “uma coisa”, mas está do lado do “namoro”, do “compromisso”, do “sim!”. É aquele que sai dizendo que levou “um tapa na cara”, “um chute na bunda”. Claro que realmente existe muita gente que adora machucar os outros de proposito para poderem se sentir melhor consigo mesmos. Porém nem sempre é o que acontece. Às vezes, feridos e humilhados com o fim de uma relação séria que acreditávamos ter, somos injustos e não percebemos os próprios erros cometidos (principalmente no começo). Aqui não é erro de continuidade é erro de comunicação.
Não é de continuidade, porque uma relação é feita por duas pessoas (quase sempre) e se uma das partes não “rebolar” também o namoro não dá certo e pronto. Acreditar que poderia ter feito diferente e tudo seria do jeito que sonhávamos é quase o mesmo que ignorar a participação do outro na história, como se só nossas ações determinassem tudo. As coisas não são assim. Portanto, digo erro de comunicação, pois a primeira coisa que devemos saber de maneira consciente quando nos envolvemos com alguém é “você quer as mesmas coisas que eu?”, claro que fazer essa pergunta diretamente em muitos casos seria um erro, mas existem maneiras sutis de se descobrir uma coisa.
Caso a descoberta seja um “não”, posso dizer que ao final dessa história não podemos culpar o outro e dizer que fomos enganados... Mesmo que não mude o fato de estamos machucados e humilhados, entramos no barco sabendo que ele estava cheio de furos. Caso a resposta seja “sim”, bem... Comemore e aproveite!




sexta-feira, outubro 31, 2014

O Momento da Despedida


O momento da despedida nem sempre é aquele acompanhado de um “adeus”. Quase nunca sabemos se aquele será o último beijo, as últimas palavras, o último olhar. Apenas beijamos, falamos e vemos, assim, como sendo mais um. Não vou dizer aqui que devemos aproveitar nossos momentos como se fossem os últimos, porque é bem difícil.
Apenas quero dizer que as coisas possuem o valor que damos a elas, sempre existirão perdas, despedidas, aquela dor do fim. Mas se tornamos isso como o fim de nós mesmo nos perdemos. Acho que a melhor maneira de transformar a dor da despedida é a encarando como instrumento de transformação, como um novo começo. Mesmo que acreditemos que a realidade anterior era algo satisfatório, a vida possui muitos âmbitos que podem ser explorados e nossa vida pode sempre ser mais completa do que imaginamos. Quem sabe?
Cada momento pode ser o último, ou não, mas o que de fato ele sempre vai ser, é único. Portanto, devemos senti-lo como tal, e afirmo mais uma vez: as coisas possuem o valor que damos a elas. Assim, quando a transformação bater a nossa porta, e mesmo sem querer tivermos que abri-la. Aquele adeus vai ser carregado de nostalgia e boas vibrações e não repleto de frustração. 




terça-feira, setembro 09, 2014

"Retrato em Branco e Preto"




Sempre acreditei que quando acaba, acaba e que os pontos finais podem ser usados na vida em si. Mas de flash back em flash back a gente se pega remoendo dores já remoídas, como se nunca tivessem passado.
Ferida aberta? Ou sentimento real? Seria saudade? Não sei ao certo. Talvez seja somente o problema finalmente se resolvendo e a gente sendo capaz de tirar ele das sombras que o colocamos. Enfrentar com os olhos abertos aquilo que acreditamos já termos deixado morrer, pra em fim vermos o último suspiro, sentirmos a última dor que aquilo poderia nos causar, agora com a companhia da razão e da consciência. Esperança? Não.
Sou só eu tentando encontrar sentido e cada gota de pensamento que me ocorre, com o sonho de poder entender meus próprios medos para quem sabe um dia os mundos deixem de ser tão assustadores: tanto o que existe em mim, quanto os outros.




segunda-feira, junho 30, 2014

Fragmentos

imagem: anacamarra.blogspot.com.br/2009_03_01_archive.html


Em seu olhar encontrei verdades
daquelas que a vida teima calar,
hoje talvez tenha o que importa,
mas só por você fui capaz de transformar.

Em teus olhos descobri o que faltava
entendi o caminho a seguir,
passando por tormentas e lágrimas,
em você senti que poderia conseguir.

Suas palavras em meus ouvidos ecoam,
não como paixão nem nada,
uma gratidão eternar,
amor sem fim.

Mas sinto que algo vem e nos separa
para longe,
para o nada,
para...



quinta-feira, maio 01, 2014

QUEM É O MESTRE?




Dizem que aquele que é o melhor é o grande mestre, acredito que o mestre na verdade, é aquele capaz de reconhecer o melhor  que existe em cada um.  O mestre é aquele que não impõe aprendizados, mas valoriza os interesses, cria seres capazes de seguirem seus próprios caminhos, sabe respeitar o tempo de cada um.
Meu mestre chegou ao meu coração com a mente firme, o espírito confiante, sorrindo...  Sempre sorrindo. Feliz com a família que ele tinha conquistado com seus discípulos, com a família que somente existe porque assim ele fez acontecer, essa família que se apoia e cuida... Mesmo na distância. Meu mestre não fala, ele mostra, ele é. Meu mestre inspira de maneira tal, que para ele apenas consigo dizer que sim. Mínimo que posso fazer por tudo que ele fez permitindo que entrasse em sua família, me recebendo de braços abertos, valorizando nossas conquistas, reconhecendo nossos desejos mesmo aqueles que apenas temos em silêncio


terça-feira, abril 01, 2014

#ClaNessa: contagem regressiva para o que tiver de vir



Alguns acreditam que o romance das meninas Clara e Vanessa participantes do BBB14 tem data certa para acabar, outros acreditam que na verdade tem data certa para começar de vez. Ou seja, contagem regressiva para o que tiver de vir. Não posso dizer que a relação delas existe devido ao confinamento e a restrição de oportunidades, ou “casualidades” jogo, não posso dizer também que existe devido a um encontro sublime programado pelo destino. Quem vai saber?
A emissora responsável pelo programa a princípio deixou o casal #ClaNessa a margem, dificultando uma análise mais profunda dos elementos que levaram ao seu início. O que pude observar foi a cumplicidade entre as duas amigas, mas não da maneira negativa como uma “gangue”, e sim, como um “encontro de almas” (eu sendo poética). Uma parece ter encontrado na outra familiaridade nas ações, abrigo, segurança. Sentimentos importantes para se viver bem, e que dentro de um reality show são bem escassos, levando em conta que esse tipo de programa é produzido de modo que aconteça desconforto e desavenças. Outro ponto importante para que houvesse o início do relacionamento foi a obvia atração física, mas o que torna o casal mais interessante que os outros do programa e de muitos lugares é que esse não foi o primeiro passo, o início de tudo. Foi só uma constatação do que aparentemente já estava latente: o interesse real de uma pessoa para com outra. Que pode ser real independente das condições de estarem em um reality show.
Mas mesmo com todos os fatores apresentado ao coração para que as duas encarassem o fato (“somos um casal!”) de frente foi preciso muito ciúmes. Elas precisavam dizer uma a outro e até para o público ansioso, pois até então tudo era silêncio e emoção, brincavam, riam, cuidavam, mas sentiam caladas. Acredito que não queriam pressionar uma a outra, devido ao respeito ao casamento da Clara e a falta de habilidade da Vanessa em lidar com os sentimentos. Ciúmes nunca foi o melhor dos sentimentos, mas apenas nele nós e penso que elas também puderam ter certeza de que algo muito intenso estava acontecendo. Ciúmes é descontrole, é excesso, é medo. Medo de perder aquilo que não conseguiu viver com todas as vontades? medo que tudo aquilo acabe?
É isso mesmo, Clara é casada. Portanto, há de se levar em conta a questão do casamento.  Por mais que a própria Clara diga que não é empecilho, que tudo pode acontecer e que na vida tudo são flores e poliamor, todos sabemos que em uma situação como essa as coisas não são simples, porque os sentimentos envolvidos complicam, e que ainda por cima este é um relacionamento que está acontecendo em rede nacional. Ou seja, o relacionamento delas parece que não é somente ficar em uma festa, é o querer ficar todo o dia e não (poder) acontecer. Tem início uma aparente luta entre a vontade e o respeito à relação precedente da Clara. Acredito que essa batalha tenha acontecido para as duas  .
Percebi que ao final para elas a palavra de ordem é aproveitar. Assim, fazem planos para o futuro, sem terem noção do que as espera fora (coisas que podem ser muito cruéis). Enquanto as confusões típicas do Big Brother Brasil acontecem, a maior preocupação das duas é passarem os aniversários juntas e dançarem “Tempos modernos” abraçadas todas as milhares de vezes que a música tocar. Vivendo essa relação como podem, preparando-se para um futuro que na verdade é somente uma grande interrogação.


Links: http://instagram.com/shipperclanessa