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sábado, junho 27, 2015

Afasta de mim esse cale-se





Após a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em todos os estados dos Estados Unidos uma grande onda de apoio se espalhou pelo mundo, em especial através do Facebook, no qual as pessoas colorem suas fotos com as cores do arco-íris, o que achei interessante, pois vi que pessoas que nem imaginava apoiam a causa e que talvez as coisas não estejam tão perdidas assim. Claro que o meu próprio Facebook não serve pra avaliar a tendência nem da minha cidade, quanto mais do mundo. Mas mesmo assim vi força na manifestação.
Pensei, pensei, pensei mais um pouco e mudei minha foto, porque quero, sim, dizer pra pessoas “eu apoio o amor”. De repente a já esperada palavra “modinha” não tardou e apareceu. Das duas uma: ou tenho que ser o primeiro a fazer qualquer manifestação para o mundo, ou o que é pior e mais difícil, tenho que ser o único. Será que eles querem que eu diga não, quando sempre disse sim, só pra não seguir a correnteza? O mesmo eles disseram das manifestações durante a copa das confederações. “Modinha”, essa deve ser a arma de alguns conservadores que querem de alguma maneira ofender os “descoladinhos” que sempre apoiam causas como essas.
Então, o que também era esperado, surgem os conservadores enrustidos dizendo “sou a favor da causa, claro, mas também devemos levar em consideração a pedofilia, a violência domestica...”. É verdade, sr. Conservador Enrustido, nós realmente temos que lutar por tudo isso. Mas o que o sr. faz por essas causas além de lembrar-se delas sempre que uma onda de manifestações acontece? Talvez ele tenha medo de levantar uma bandeira e algumas pessoas quererem seguir ele e tudo virar modinha. Acho que esses são os que mais me chateiam. Caso apoie mesmo, vai lá e aplaude, caso não apoie, diz isso de uma vez, mas não tente diminuir a luta de ninguém dizendo que existem lutas maiores. Existem lutas, infinitas lutas e ponto.
Surgem também aqueles que trazem a tona uma questão interessante: “imperialismo”. É... Mas na real, olha só o simbolismo de tudo isso: Fotos coloridas com quase sempre os dizeres “eu apoio o amor”. Sério que esse evento eu não posso abraçar só porque partiu de um país imperialista? Pois eu abraço, ainda dou tapinha nas costas e beijinho no rosto. Não existe coisa melhor de se apoiar do que o amor. Tenho uma tendenciazinha a apoiar causas positivas em vez de ser contra as coisas, acho um caminho mais saudável e encontrei no amor uma grande causa pra se apoiar sempre.


quinta-feira, junho 18, 2015

Eu sou um leão, pronto, falei.


Por: Rami Sales

Li recentemente um texto – para o meu espanto escrito por uma mulher (tenha o desprazer) – que lista algumas coisas que intimidam os homens. 
Homens são seres humanos, falhos tanto quanto as mulheres. Ou talvez, hoje em dia até mais falhos já que as mulheres muitas vezes se sentem na obrigação de serem as reais responsáveis pela família e não se permitem mais ser falhas ou, em algumas condições, dividir essa responsabilidade de forma real. Isso já foi abordado em outro texto com muito mais propriedade: Não, nunca foi uma capa. É um vestidomesmo. E ela continua sem rosto... 
Pra contrariar as asneiras lidas listo coisas que realmente intimidam os homens:
Conflitos!
Nada intimida mais um homem que conflitos. Brigas, reclamações, exigências etc. Acho que nesse sentido homens os sonham em ser leões - talvez daí venha o desleixo com o corte de cabelo. As leoas fazem o trabalho pesado, vão lá, caçam as gazelas saltitantes, intimidam as hienas que querem se aproveitar e ainda têm que aturar aquele leão sedentário que vai tirar um senhor pedaço da caça, muito maior que o das suas crias que foram o motivo dessa confusão toda. O leão lá no seu canto se recolhe à responsabilidade – eventual, essa parte é muito importante – de defender o seu bando de outro leão ou de alguma outra ameaça. Mas esse negócio de dia a dia nunca foi com o leão.
Se hoje em dia o leão foi domesticado e precisa todos os dias encarar uma jornada de 8:00 às 18:00 para ter um mísero bife magro, tudo que ele quer é perceber que, retornando pra debaixo da sua árvore na savana, tenha direito à preguiça que é o seu estado de repouso natural.
O leão, quer dizer o homem, se intimida bastante se o seu lugar à sombra mais parece o sol escaldante que ele – sem nunca entender realmente o porquê – é obrigado a enfrentar dia após dia.
Indiretas
Não sei você, mas não conheço nenhuma cultura em que o leão seja símbolo de sabedoria. A leoa já me parece bem mais sábia, mas sou só eu. Caso queira ser entendido, se faça entender. O que nos leva à próxima intimidação.
Joguetes
A lista do texto incidental consistia em: Excesso de Inteligência, Beleza Impressionante, Desejo Óbvio e Direto e Autossuficiência Perante Tudo.
Autossuficiência Perante Tudo pode realmente ser um problema. Se esse “tudo” é realmente tudo, homem ou mulher não precisa de ninguém. Mas se existe ainda alguma necessidade – isso mesmo que você está pensando –, tem sim espaço para o outro. Sinceramente, o leão preguiçoso adoraria uma boa dose de Autossuficiência menos trabalho pra ele! O que enche o saco é não poder ficar de boa à sombra e água fresca por ele tão arduamente conquistadas – ele sempre vai achar que foi árduo você concordando com isso ou não.
Excesso de inteligência, Beleza Impressionante são ótimos! Quem não gostaria disso?! Isso se não forem utilizados por pessoas inseguras para a sua autoafirmação reforçando a “normalidade” do outro – leia-se: humilhando – ou como ameaça incessante de uma possível troca.
Já o Desejo Incessante. Convenhamos, sério?! O leão está na preguiça dele, ele precisa de um bom motivo para sair dela – e ele sempre acha esse um bom motivo! Ele é preguiçoso lembre-se, se ele não precisar de muito esforço pra isso, ainda melhor! Se a ênfase não estiver no “incessante”, que vai ser problema pra homem, mulher, macaco, veado, alienígena, etc. isso NUNCA vai ser problema.
Essas questões não são problemas pros leões, podem ser sim problemas para aqueles filhotes que ainda não criaram a sua juba. Como um leão vai ter confiança em si mesmo sem uma juba?! Mas aí também a leoa tá procurando encontrar juba onde não tem. Isso não pode ser culpa do leão. Expectativas erradas realmente só podem levar à decepção. Mas tenha paciência, todo leão cria sua juba. Uns são precoces e já exibem aquele bigode na quinta série, mas uma hora ou outra isso chega para todos. É só procurar que o mundo tem muito mais leões procurando onde se amarrar que se imagina.
Eu só não confiaria nos tigres, esses prometem uma coisa, mas entregam outra.

P.s.: Lendo recentemente uma entrevista esclarecedora com um com terapeuta sexual de casais sobre como os homens fantasiam de forma diferente das mulheres, ao contrário do que filmes, livros e toda a indústria do entretenimento fazem crer, sabe qual a maior fantasia do homem? Traduzo: “suafantasia é uma mulher que sempre dia ‘sim’, mas com vontade.” .

Obs: Posso entender por que uma mulher pode perpetuar o discurso da misoginia: é mais cômodo acreditar que está sozinha por quê se é Inteligente, Linda,Autossuficiente ou Eximia nas artes sexuais do que enfrentar a realidade de quevocê é simplesmente Chata. Conclusão a que, por sinal, já chegaram antes de mim.  Sabe quem discordou? O Rodrigo Constantino: A Incrível Geração de Pessoas Chatas...ou não!  Uma discussão que começou assim: A incrível geração de mulheres que foi criada para ser tudo o que um homem NÃO quer (http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/a-incrivel-geracao-de-mulheres-que-foi-criada-para-ser-tudo-o-que-um-homem-nao-quer/).

quarta-feira, abril 08, 2015

Não nos tornamos menores porque não deu certo




    Quando um objetivo não é atingido nos desesperamos, temos raiva dos outros e de nós mesmos, buscamos culpados, sofremos... Mas todo esse desespero na verdade não faz sentido, pois o que “não é” mesmo que não seja “ainda”, não pode ser perdido e no mundo existe uma infinidade de coisas que podem acontecer, muitas delas independente da nossa vontade.
   Isso acontece porque nossas emoções penetraram tão profundamente naquela expectativa que quando ela não se realiza é como se o nosso mundo caísse, o chão desaparecesse e somos recobertos de vergonha por termos expressado tanto o nosso desejo, para por fim nos diminuirmos... 
    Ficamos nos sentindo pequenos, ou pela a culpa do fracasso ou por achar que outros podem definir a sua vida. Quando as expectativas não são realizadas não enxergamos como somente algo que não deu certo, mas vemos todo nosso mundo idealizado ser destruído.
    Chamo essa atitude de romantizar, quando romantizamos uma situação ou alguém, passamos a definir a nós mesmo por aquilo. Até chegamos a acreditar que a realização daquela vontade é a única maneira de se chegar à felicidade, ao mundo perfeito, a idealidade e quando nosso romance é destruído pela realidade é como se nós mesmos fossemos destruídos. Passamos a nos adjetivar como fracassados, fracos, derrotados, como se fossemos aquela própria situação que teve um fim. 
    Mas acontece que esse fim muitas vezes nada realmente tem a ver com aquilo que fazemos ou deixamos de fazer. Um dia, um momento, um fim: não é isso que diz quem somos. Talvez nada diga. 
    O que importa mesmo é que as perdas só podem acontecer se de fato tivemos algo. Não podemos abstrativar nossa vida, vivermos em cima de possibilidades, apenas podemos contar, de fato, com aquilo que já é. Não existe chão sólido no apenas possível.


quarta-feira, dezembro 31, 2014

Eu decido que...




Nunca sei como encarar essas mudanças do fim de ano, é como se as pessoas esperassem por essa época para decidir mudar e se enchem de esperança em um futuro idealizado. Talvez seja o que precisem mesmo, já eu não sou do tipo positiva, nem negativa também, mas sei lá... Simplesmente não espero magia nessas coisas.
O sentimento que essa época causa em mim não é de esperança, acreditando que algo vai mudar e que agora “os cosmos” vão agir ao meu favor. Sinto um sentimento mais de ansiedade, poderia chamar até de medo. Existe uma grande pressão nesse momento, a pressão das decisões. Esse costuma ser o momento que você se organiza ou não para fazer determinada coisa. Mudar ou não de vida, se expor ou não.
Por mais que na verdade todos os dias possamos recomeçar, é no agora que decidimos se vamos fazer vestibular, mudar de profissão, iniciar um novo curso, fazer uma grande viagem... Por isso o que de mais profundo e verdadeiro que posso desejar para mim e pra todos é: que façamos boas escolhas. Todo resto é consequência disso.

terça-feira, dezembro 02, 2014

Você quer as mesmas coisas que eu?



Pessoas que levam as coisas muito a sério costumam namorar bastante, porém dizer que já teve muitos namorados não passa muita seriedade. Alguns diriam que existe uma contradição aí, na verdade era melhor não levar as coisas muito a sério. Mas se pensarem bem, poucas são as pessoas que levam as relações amorosas com a mesma seriedade. Na verdade cada um leva a vida da maneira que mais lhe convém e infelizmente nem sempre quando se entra em uma relação essas conveniências se esbarram. Então alguns se pegam levando a sério e chamando de namoro uma coisa que para o outro não passa de “uma coisa”.
Esse é o mal de quem leva as relações sempre muito a sério, nunca está do lado do “uma coisa”, mas está do lado do “namoro”, do “compromisso”, do “sim!”. É aquele que sai dizendo que levou “um tapa na cara”, “um chute na bunda”. Claro que realmente existe muita gente que adora machucar os outros de proposito para poderem se sentir melhor consigo mesmos. Porém nem sempre é o que acontece. Às vezes, feridos e humilhados com o fim de uma relação séria que acreditávamos ter, somos injustos e não percebemos os próprios erros cometidos (principalmente no começo). Aqui não é erro de continuidade é erro de comunicação.
Não é de continuidade, porque uma relação é feita por duas pessoas (quase sempre) e se uma das partes não “rebolar” também o namoro não dá certo e pronto. Acreditar que poderia ter feito diferente e tudo seria do jeito que sonhávamos é quase o mesmo que ignorar a participação do outro na história, como se só nossas ações determinassem tudo. As coisas não são assim. Portanto, digo erro de comunicação, pois a primeira coisa que devemos saber de maneira consciente quando nos envolvemos com alguém é “você quer as mesmas coisas que eu?”, claro que fazer essa pergunta diretamente em muitos casos seria um erro, mas existem maneiras sutis de se descobrir uma coisa.
Caso a descoberta seja um “não”, posso dizer que ao final dessa história não podemos culpar o outro e dizer que fomos enganados... Mesmo que não mude o fato de estamos machucados e humilhados, entramos no barco sabendo que ele estava cheio de furos. Caso a resposta seja “sim”, bem... Comemore e aproveite!




sexta-feira, outubro 31, 2014

O Momento da Despedida


O momento da despedida nem sempre é aquele acompanhado de um “adeus”. Quase nunca sabemos se aquele será o último beijo, as últimas palavras, o último olhar. Apenas beijamos, falamos e vemos, assim, como sendo mais um. Não vou dizer aqui que devemos aproveitar nossos momentos como se fossem os últimos, porque é bem difícil.
Apenas quero dizer que as coisas possuem o valor que damos a elas, sempre existirão perdas, despedidas, aquela dor do fim. Mas se tornamos isso como o fim de nós mesmo nos perdemos. Acho que a melhor maneira de transformar a dor da despedida é a encarando como instrumento de transformação, como um novo começo. Mesmo que acreditemos que a realidade anterior era algo satisfatório, a vida possui muitos âmbitos que podem ser explorados e nossa vida pode sempre ser mais completa do que imaginamos. Quem sabe?
Cada momento pode ser o último, ou não, mas o que de fato ele sempre vai ser, é único. Portanto, devemos senti-lo como tal, e afirmo mais uma vez: as coisas possuem o valor que damos a elas. Assim, quando a transformação bater a nossa porta, e mesmo sem querer tivermos que abri-la. Aquele adeus vai ser carregado de nostalgia e boas vibrações e não repleto de frustração. 




terça-feira, setembro 09, 2014

"Retrato em Branco e Preto"




Sempre acreditei que quando acaba, acaba e que os pontos finais podem ser usados na vida em si. Mas de flash back em flash back a gente se pega remoendo dores já remoídas, como se nunca tivessem passado.
Ferida aberta? Ou sentimento real? Seria saudade? Não sei ao certo. Talvez seja somente o problema finalmente se resolvendo e a gente sendo capaz de tirar ele das sombras que o colocamos. Enfrentar com os olhos abertos aquilo que acreditamos já termos deixado morrer, pra em fim vermos o último suspiro, sentirmos a última dor que aquilo poderia nos causar, agora com a companhia da razão e da consciência. Esperança? Não.
Sou só eu tentando encontrar sentido e cada gota de pensamento que me ocorre, com o sonho de poder entender meus próprios medos para quem sabe um dia os mundos deixem de ser tão assustadores: tanto o que existe em mim, quanto os outros.




segunda-feira, junho 30, 2014

Fragmentos

imagem: anacamarra.blogspot.com.br/2009_03_01_archive.html


Em seu olhar encontrei verdades
daquelas que a vida teima calar,
hoje talvez tenha o que importa,
mas só por você fui capaz de transformar.

Em teus olhos descobri o que faltava
entendi o caminho a seguir,
passando por tormentas e lágrimas,
em você senti que poderia conseguir.

Suas palavras em meus ouvidos ecoam,
não como paixão nem nada,
uma gratidão eternar,
amor sem fim.

Mas sinto que algo vem e nos separa
para longe,
para o nada,
para...



quinta-feira, maio 01, 2014

QUEM É O MESTRE?




Dizem que aquele que é o melhor é o grande mestre, acredito que o mestre na verdade, é aquele capaz de reconhecer o melhor  que existe em cada um.  O mestre é aquele que não impõe aprendizados, mas valoriza os interesses, cria seres capazes de seguirem seus próprios caminhos, sabe respeitar o tempo de cada um.
Meu mestre chegou ao meu coração com a mente firme, o espírito confiante, sorrindo...  Sempre sorrindo. Feliz com a família que ele tinha conquistado com seus discípulos, com a família que somente existe porque assim ele fez acontecer, essa família que se apoia e cuida... Mesmo na distância. Meu mestre não fala, ele mostra, ele é. Meu mestre inspira de maneira tal, que para ele apenas consigo dizer que sim. Mínimo que posso fazer por tudo que ele fez permitindo que entrasse em sua família, me recebendo de braços abertos, valorizando nossas conquistas, reconhecendo nossos desejos mesmo aqueles que apenas temos em silêncio. 


terça-feira, abril 01, 2014

#ClaNessa: contagem regressiva para o que tiver de vir



Alguns acreditam que o romance das meninas Clara e Vanessa participantes do BBB14 tem data certa para acabar, outros acreditam que na verdade tem data certa para começar de vez. Ou seja, contagem regressiva para o que tiver de vir. Não posso dizer que a relação delas existe devido ao confinamento e a restrição de oportunidades, ou “casualidades” jogo, não posso dizer também que existe devido a um encontro sublime programado pelo destino. Quem vai saber?
A emissora responsável pelo programa a princípio deixou o casal #ClaNessa a margem, dificultando uma análise mais profunda dos elementos que levaram ao seu início. O que pude observar foi a cumplicidade entre as duas amigas, mas não da maneira negativa como uma “gangue”, e sim, como um “encontro de almas” (eu sendo poética). Uma parece ter encontrado na outra familiaridade nas ações, abrigo, segurança. Sentimentos importantes para se viver bem, e que dentro de um reality show são bem escassos, levando em conta que esse tipo de programa é produzido de modo que aconteça desconforto e desavenças. Outro ponto importante para que houvesse o início do relacionamento foi a obvia atração física, mas o que torna o casal mais interessante que os outros do programa e de muitos lugares é que esse não foi o primeiro passo, o início de tudo. Foi só uma constatação do que aparentemente já estava latente: o interesse real de uma pessoa para com outra. Que pode ser real independente das condições de estarem em um reality show.
Mas mesmo com todos os fatores apresentado ao coração para que as duas encarassem o fato (“somos um casal!”) de frente foi preciso muito ciúmes. Elas precisavam dizer uma a outro e até para o público ansioso, pois até então tudo era silêncio e emoção, brincavam, riam, cuidavam, mas sentiam caladas. Acredito que não queriam pressionar uma a outra, devido ao respeito ao casamento da Clara e a falta de habilidade da Vanessa em lidar com os sentimentos. Ciúmes nunca foi o melhor dos sentimentos, mas apenas nele nós e penso que elas também puderam ter certeza de que algo muito intenso estava acontecendo. Ciúmes é descontrole, é excesso, é medo. Medo de perder aquilo que não conseguiu viver com todas as vontades? medo que tudo aquilo acabe?
É isso mesmo, Clara é casada. Portanto, há de se levar em conta a questão do casamento.  Por mais que a própria Clara diga que não é empecilho, que tudo pode acontecer e que na vida tudo são flores e poliamor, todos sabemos que em uma situação como essa as coisas não são simples, porque os sentimentos envolvidos complicam, e que ainda por cima este é um relacionamento que está acontecendo em rede nacional. Ou seja, o relacionamento delas parece que não é somente ficar em uma festa, é o querer ficar todo o dia e não (poder) acontecer. Tem início uma aparente luta entre a vontade e o respeito à relação precedente da Clara. Acredito que essa batalha tenha acontecido para as duas  .
Percebi que ao final para elas a palavra de ordem é aproveitar. Assim, fazem planos para o futuro, sem terem noção do que as espera fora (coisas que podem ser muito cruéis). Enquanto as confusões típicas do Big Brother Brasil acontecem, a maior preocupação das duas é passarem os aniversários juntas e dançarem “Tempos modernos” abraçadas todas as milhares de vezes que a música tocar. Vivendo essa relação como podem, preparando-se para um futuro que na verdade é somente uma grande interrogação.


Links: http://instagram.com/shipperclanessa